Helder Zahluth Barbalho chega à disputa pelo Senado Federal em 2026 como um dos nomes mais experientes da política paraense. Candidato pelo MDB com o número 151, o ex-governador construiu uma trajetória que passou pelo Legislativo municipal e estadual, pela Prefeitura de Ananindeua, por três ministérios e pelo comando do Governo do Pará.
Nascido em Belém em 18 de maio de 1979, Helder é formado em Administração e também possui formação em gestão pública. Sua vida política começou em Ananindeua, onde foi eleito vereador para o período de 2001 a 2003. Na sequência, exerceu mandato de deputado estadual entre 2003 e 2004.
De Ananindeua ao Governo do Pará
Em 2004, aos 25 anos, Helder foi eleito prefeito de Ananindeua. Governou o município por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2013, período que consolidou sua presença na política estadual e ampliou sua experiência administrativa.
Depois da passagem pela prefeitura, assumiu funções no governo federal. Foi ministro da Pesca e Aquicultura em 2015, ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos entre 2015 e 2016 e ministro da Integração Nacional de 2016 a 2018. Essa sequência de cargos colocou o paraense no centro de debates nacionais sobre infraestrutura, desenvolvimento regional, portos, recursos hídricos e políticas para os municípios.
Em 2018, Helder foi eleito governador do Pará. Quatro anos depois, conquistou a reeleição no primeiro turno com 3.211.276 votos, equivalentes a 70,41% dos votos válidos. O resultado foi histórico: segundo registros oficiais, ele se tornou o primeiro governador paraense eleito pelo voto direto a vencer uma eleição estadual no primeiro turno e, proporcionalmente, foi o governador mais votado do Brasil naquele pleito.
Uma gestão marcada pela presença nos municípios
Durante os anos em que esteve à frente do Governo do Pará, Helder buscou construir uma imagem de gestor presente nos municípios. Sua administração colocou em destaque projetos nas áreas de saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, assistência social, regularização fundiária e desenvolvimento regional.
No Oeste do Pará, o governo participou de entregas e investimentos em Santarém e em outros municípios, incluindo obras viárias, unidades de saúde, programas sociais e ações de integração regional. No plano internacional, o Pará ganhou projeção com a agenda ambiental e com a realização da COP30 em Belém, em 2025.
A avaliação definitiva de cada política pública pertence à população e aos órgãos de controle. No entanto, o desempenho eleitoral de 2022 e a permanência de Helder no centro das articulações políticas demonstram a força acumulada por seu grupo ao longo dos últimos anos.
Hana e a continuidade do projeto político
Para disputar o Senado, Helder deixou o Governo do Pará em abril de 2026, conforme as regras eleitorais. A então vice-governadora Hana Ghassan assumiu o comando do Estado e tornou-se a candidata do grupo à continuidade do projeto político no Executivo paraense.
Hana não era apenas uma assessora: ocupava oficialmente a Vice-Governadoria e participou da administração estadual. Sua candidatura ao Governo representa a tentativa de manter a linha administrativa construída nos dois mandatos de Helder. Caso seja eleita, a vitória terá forte significado político por consolidar uma nova liderança feminina no comando do Pará.
A campanha apresenta a parceria entre Helder e Hana como uma composição de continuidade: ele busca representar o Pará no Senado, enquanto ela disputa a permanência do grupo no Governo do Estado. A decisão, naturalmente, será tomada pelos eleitores nas urnas.
Helder aparece na liderança
Pesquisa AtlasIntel divulgada em 20 de agosto de 2026 colocou Helder na liderança da disputa pelas duas vagas do Pará no Senado, com 27,6% das intenções de voto. Éder Mauro apareceu em seguida, com 21,2%. Como toda pesquisa eleitoral, o levantamento representa o cenário do período em que foi realizado e não constitui previsão definitiva do resultado.
Os números, somados ao resultado expressivo alcançado por Helder em 2022, fortalecem a expectativa de uma votação competitiva. A afirmação de que ele obterá a maior votação da história, porém, só poderá ser confirmada depois da apuração oficial da Justiça Eleitoral.
Do Executivo para o Senado
Se eleito, Helder levará ao Senado uma experiência que reúne a visão municipal, estadual e federal. O senador participa da elaboração de leis nacionais, fiscaliza o Poder Executivo, analisa indicações para cargos importantes e atua na definição do orçamento e de políticas que afetam diretamente os estados.
Para o Pará, a disputa de 2026 vai além da escolha de nomes: envolve a capacidade de articulação do Estado em Brasília, a defesa de investimentos para a Amazônia e a continuidade de projetos de infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento sustentável.
Helder entra na campanha com uma biografia extensa, forte estrutura política e liderança em pesquisa recente. Hana, por sua vez, tenta transformar a continuidade administrativa em votos para o Governo. Juntos, os dois representam uma das principais forças da eleição paraense de 2026. Se esse projeto será confirmado, caberá ao povo do Pará decidir nas urnas.
Fontes: Senado Federal — candidatos do Pará em 2026; Agência Senado — Eleições 2022; CNN Brasil — pesquisa AtlasIntel. Texto jornalístico: Blog do Renan Rodrigues.



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