BELÉM (PA), 23 de setembro de 2026 — A parceria entre o Governo do Pará e o governo federal voltou ao centro do debate eleitoral. Em uma manifestação de apoio a Hana Ghassan para o governo estadual e a Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência, a continuidade da aliança foi defendida como caminho para manter investimentos em infraestrutura, habitação, saúde e programas sociais. Trata-se de uma posição de campanha, enquanto as entregas já realizadas podem ser examinadas separadamente.
Obras e moradias no Pará
O discurso menciona intervenções em Belém associadas à preparação para a COP30, realizada em 2025, incluindo urbanização, pavimentação, saneamento e macrodrenagem. A existência dessas obras é apresentada pelos apoiadores como exemplo de atuação conjunta entre diferentes esferas de governo; a atribuição de cada investimento depende do projeto e da fonte dos recursos.
Na habitação, o programa Minha Casa, Minha Vida oferece um exemplo concreto em Santarém. Em 24 de março de 2026, foram entregues 1.408 unidades dos residenciais Moaçara I e II. O investimento informado para os empreendimentos foi de R$ 116,3 milhões, com previsão de atender mais de 5 mil pessoas. A Prefeitura de Santarém registrou a participação virtual de Lula e a presença do então governador Helder Barbalho na cerimônia.
Saúde, renda e programas sociais
A manifestação também cita Bolsa Família, Mais Médicos e Agora Tem Especialistas como políticas federais com impacto nos municípios. Seus resultados variam conforme a oferta de serviços, a adesão local e a execução dos recursos; a menção no discurso não representa uma medição de impacto de cada programa no Pará.
Outra medida destacada é a ampliação da isenção do Imposto de Renda, em vigor desde janeiro de 2026 para rendimentos mensais de até R$ 5 mil. Para quem recebe acima desse valor e até R$ 7.350 por mês, há redução gradual do imposto, conforme as regras aplicáveis.
O que está em disputa nas eleições
Ao final, a mensagem pede continuidade política por meio das candidaturas de Hana Ghassan, número 15, ao Governo do Pará, e Lula, número 13, à Presidência. A avaliação de que essa aliança favoreceria novos investimentos é uma defesa eleitoral dos apoiadores. Decisões de governo, orçamento, Congresso, Assembleia Legislativa e execução de projetos influenciarão qualquer resultado futuro.
As eleições de 2026 darão aos eleitores a decisão sobre o comando do Pará e da Presidência pelos quatro anos seguintes.

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