BRASÍLIA — 19 DE SETEMBRO DE 2026 — O valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O reajuste de 15,04% será aplicado automaticamente aos benefícios, sem necessidade de novo cadastro ou pedido nos canais de atendimento.
O calendário com os novos valores começa em 19 de outubro e seguirá a ordem do último dígito do Número de Identificação Social, o NIS. A atualização foi calculada com base na inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Benefício por pessoa sobe para R$ 164
O valor básico por integrante da família aumentará de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Complementar continuará garantindo que nenhuma família atendida receba menos do que o novo piso de R$ 691.
O governo estima que o pagamento médio subirá de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. O valor efetivamente depositado poderá ser maior ou menor conforme o número de integrantes e a composição de cada família.
Adicionais para crianças também serão reajustados
O Benefício Primeira Infância, pago para cada criança com até sete anos incompletos, passará de R$ 150 para R$ 173. Os adicionais destinados a gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes de sete a 18 anos incompletos subirão de R$ 50 para R$ 58.
Esses valores são somados ao benefício principal quando a família atende aos critérios do programa. Por isso, duas famílias com o mesmo número de pessoas podem receber quantias diferentes, dependendo das idades e das condições dos integrantes.
Pagamento começa em 19 de outubro
Os depósitos seguem o calendário habitual dos últimos dez dias úteis do mês. A Caixa Econômica Federal libera o benefício conforme o dígito final do NIS, começando pelos beneficiários com final 1.
Famílias devem consultar a data pelo aplicativo Bolsa Família, pelo aplicativo Caixa Tem ou pelos canais oficiais do governo. Mensagens que solicitem senha, código ou pagamento para liberar o reajuste devem ser tratadas como tentativa de golpe.
Beneficiário não precisa fazer solicitação
Quem já recebe e continua atendendo às regras terá o valor atualizado automaticamente. Não é necessário comparecer ao Centro de Referência de Assistência Social apenas para pedir o aumento.
O Cadastro Único, porém, deve permanecer atualizado. Mudanças de endereço, renda, escola, telefone ou composição familiar precisam ser informadas ao setor responsável no município.
Regras de acesso permanecem as mesmas
O programa atende famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. A entrada não ocorre imediatamente após o cadastro, porque depende da análise dos dados e da disponibilidade orçamentária.
As famílias também devem cumprir compromissos de saúde e educação, incluindo frequência escolar, vacinação infantil e acompanhamento pré-natal das gestantes. O descumprimento pode gerar alertas e exige regularização pelos canais de atendimento.
Reajuste foi considerado correção pela inflação
O aumento foi questionado por causa da proximidade das eleições, mas decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu a atualização como uma recomposição inflacionária prevista na legislação, sem criação de novo benefício ou ampliação dos critérios de entrada.
O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. O governo afirma que a despesa será coberta por ajustes no orçamento e que o reajuste é compatível com as regras fiscais.
Consulta deve ser feita pelos canais oficiais
O aplicativo Bolsa Família permite acompanhar valor, situação e data de pagamento. O Caixa Tem é usado para movimentar o dinheiro, pagar contas, transferir recursos e realizar outras operações.
Em caso de dúvida cadastral, o beneficiário pode procurar o atendimento do Cadastro Único ou o CRAS do município. Para evitar fraudes, nunca deve compartilhar senha, código recebido por mensagem ou dados bancários com terceiros.
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