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BRASÍLIA — 13 DE SETEMBRO DE 2026 — Os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho depois que trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela estatal e decidiram manter a greve nacional iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado e pode provocar atrasos em entregas e atendimentos, com impacto diferente conforme a adesão em cada região.

A empresa ajuizou dissídio coletivo na noite de sexta-feira (11). O procedimento transfere ao TST a análise do conflito trabalhista diante da falta de acordo nas negociações entre a direção dos Correios e as entidades sindicais.

Plano de saúde está no centro do impasse

A principal divergência envolve as condições de manutenção da assistência médica para empregados, aposentados e dependentes. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios afirma que a proposta apresentada não oferece a segurança esperada pela categoria.

Os Correios informam que preservaram 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e ofereceram reajuste de salários e benefícios equivalente a 100% do INPC. Mesmo assim, as assembleias rejeitaram o conjunto e aprovaram a continuidade da paralisação.

Mobilização pode aumentar nesta segunda-feira

A orientação sindical é ampliar a mobilização a partir de segunda-feira (14), com participação das bases que aderiram ao movimento. A Findect representa sindicatos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Mato Grosso do Sul, além de unidades em Bauru e Santos.

A adesão não é necessariamente igual em todas as cidades. Por isso, uma agência pode funcionar normalmente enquanto outra enfrenta redução da equipe, suspensão temporária do atendimento ou acúmulo de objetos para distribuição.

Empresa pede que TST analise a paralisação

No processo encaminhado ao tribunal, os Correios pedem uma resposta judicial sobre a greve e defendem a retomada dos serviços. O TST pode buscar nova conciliação, estabelecer percentuais mínimos de funcionamento ou levar o conflito a julgamento, conforme o andamento do caso.

O ajuizamento do dissídio não encerra automaticamente a greve. Até que haja acordo ou decisão aplicável, trabalhadores e empresa continuam apresentando suas posições.

Como ficam cartas e encomendas

Os Correios afirmam que adotam medidas emergenciais para reduzir os efeitos da paralisação. Ainda assim, clientes podem enfrentar mudanças no prazo de entrega, especialmente em localidades com maior adesão ou em operações que dependam de várias etapas de transporte e triagem.

O código de rastreamento deve ser consultado nos canais oficiais. Mensagens que cobram taxas inesperadas, pedem senha ou direcionam para páginas desconhecidas precisam ser tratadas com cautela, porque períodos de grande procura por informações costumam ser explorados por golpistas.

Consumidor deve guardar comprovantes

Quem fizer postagem durante a greve deve guardar recibos, registros de atendimento e o código de rastreamento. Em compras pela internet, também é importante manter a confirmação do pedido e as mensagens trocadas com a loja.

Se o atraso causar problema em uma entrega com prazo essencial, o consumidor pode procurar primeiro a empresa responsável pela venda ou postagem e registrar a ocorrência nos canais de atendimento. Cada situação deve ser analisada conforme o serviço contratado e as condições informadas.

Crise financeira aumenta pressão sobre negociação

A greve ocorre enquanto os Correios enfrentam dificuldades financeiras e discutem medidas de reestruturação. A estatal registrou prejuízos elevados em 2026 e busca novas alternativas de financiamento para manter as operações e reorganizar as contas.

A situação amplia a pressão sobre as duas partes: trabalhadores defendem a preservação de direitos e condições de saúde, enquanto a empresa busca reduzir custos e garantir a continuidade dos serviços. A decisão do TST e uma eventual retomada das negociações serão acompanhadas por empregados, consumidores e empresas que dependem da rede postal.

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