ESTOCOLMO (SUÉCIA) — 13 DE SETEMBRO DE 2026 — Os suecos vão às urnas neste domingo para escolher os 349 integrantes do Riksdag, o Parlamento nacional. A eleição é considerada decisiva porque pode manter o primeiro-ministro Ulf Kristersson no cargo ou abrir caminho para o retorno da ex-primeira-ministra Magdalena Andersson.
Mais de 8 milhões de pessoas estão aptas a votar em um país com aproximadamente 10,6 milhões de habitantes. Além do Parlamento, os eleitores escolhem representantes dos conselhos regionais e municipais.
Dois blocos disputam a maioria
Kristersson, líder do Partido Moderado, governa desde 2022 com uma coalizão de centro-direita formada também pelos Democratas Cristãos e pelos Liberais. O governo depende do apoio parlamentar dos Democratas da Suécia, partido nacionalista comandado por Jimmie Åkesson.
Do outro lado, Magdalena Andersson lidera os Social-Democratas e tenta formar uma maioria de centro-esquerda. Pesquisas divulgadas na reta final apontaram vantagem estreita para a oposição, mas mostraram redução da diferença, mantendo o resultado aberto.
Democratas da Suécia buscam espaço no governo
Um dos principais pontos da disputa é a possibilidade de os Democratas da Suécia assumirem ministérios pela primeira vez. O partido apoiou o governo durante a atual legislatura, mas permaneceu fora do gabinete.
Na eleição de 2022, a legenda obteve 20,5% dos votos e tornou-se uma das maiores forças do Parlamento. Agora, sua participação em uma eventual nova coalizão pode influenciar diretamente as negociações para a escolha do próximo primeiro-ministro.
Barreira de 4% pode definir a maioria
O sistema eleitoral sueco é proporcional e exige, em regra, que um partido receba pelo menos 4% dos votos nacionais para participar da distribuição de cadeiras. O desempenho dos Liberais, que aparece próximo dessa linha em levantamentos recentes, pode ser determinante.
Se a legenda não ultrapassar o limite, o bloco de direita poderá perder cadeiras necessárias para alcançar a maioria. O Parlamento tem 349 integrantes, e são necessários pelo menos 175 assentos para controlar mais da metade da Casa.
Imigração e segurança estão no centro do debate
A campanha foi marcada por discussões sobre imigração, criminalidade, integração social e limites das políticas de segurança. O governo defende regras migratórias mais rígidas e medidas de combate às organizações criminosas.
Adversários criticam propostas que, segundo eles, podem enfraquecer liberdades civis e ampliar a marginalização de comunidades de imigrantes. A segurança permanece entre as maiores preocupações dos eleitores, especialmente depois do aumento da violência ligada a grupos criminosos nos últimos anos.
Economia e custo de vida também pesam
Inflação, preço da moradia, emprego, energia e capacidade dos serviços públicos aparecem entre os temas econômicos da eleição. Os principais partidos prometem medidas para aliviar o custo de vida e melhorar a eficiência do Estado.
Também há divergências sobre impostos, investimento social e expansão da energia nuclear. A formação de um governo dependerá de acordos entre partidos que nem sempre apresentam a mesma posição sobre essas áreas.
Defesa ganhou importância após entrada na Otan
Esta é a primeira eleição parlamentar sueca desde a entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte, em março de 2024. A decisão encerrou mais de dois séculos de política de não alinhamento militar.
Apesar das diferenças internas, os principais partidos defendem o fortalecimento da defesa e a cooperação com os aliados. A guerra na Ucrânia e as tensões na Europa elevaram a segurança externa ao centro da agenda nacional.
Resultado preliminar é esperado neste domingo
Os primeiros resultados preliminares devem ser divulgados após o fechamento das urnas. A apuração indicará a distribuição das cadeiras, mas a definição do governo pode depender de negociações posteriores entre as legendas.
Na Suécia, os eleitores escolhem o Parlamento, e os deputados participam do processo que define o primeiro-ministro. Mesmo que um bloco termine à frente, ainda será necessário construir apoio suficiente para governar.
O resultado terá repercussão além das fronteiras suecas. Uma entrada formal da direita nacionalista no governo reforçaria o avanço desses partidos em diferentes países europeus; uma vitória da oposição recolocaria os Social-Democratas no comando do país.
Blog do Renan Rodrigues — O Coração Pulsante do Pará.
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