Medida preventiva mobiliza a Defesa Civil estadual para reduzir impactos de chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos; fenômeno pode influenciar o clima no Sul e em parte do Sudeste.
O governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático por 180 dias em todo o território catarinense diante da possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo de 2026. A medida foi assinada pelo governador Jorginho Mello na segunda-feira, 18 de maio, e tem caráter preventivo, com foco em monitoramento, preparação das equipes públicas e resposta rápida a eventos extremos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, o decreto não configura situação de emergência nem estado de calamidade pública. O objetivo é antecipar ações de prevenção, especialmente diante do risco de chuvas volumosas, enchentes, alagamentos e deslizamentos, fenômenos historicamente associados ao El Niño no Sul do Brasil.
O que muda com o alerta climático
O decreto permite a mobilização antecipada de órgãos estaduais, servidores e estruturas da Defesa Civil para ações de prevenção e resposta. Também autoriza o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para medidas preventivas e operacionais.
A norma estabelece critérios objetivos para que municípios atingidos possam decretar situação de emergência, como precipitação superior a 80 milímetros em 24 horas, desabrigamento de famílias, interrupção de serviços essenciais, deslizamentos e emissão de alertas de nível laranja ou vermelho pela Defesa Civil estadual.
Na prática, o governo catarinense busca reduzir o tempo de reação em caso de desastre. Em vez de organizar a resposta apenas depois da ocorrência, o Estado passa a atuar com preparação, monitoramento e definição prévia de responsabilidades.
Por que o El Niño preocupa
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica. No Brasil, o fenômeno costuma aumentar o risco de chuva acima da média na Região Sul, especialmente durante a primavera e o verão.
Segundo a Agência Brasil, estudos nacionais e internacionais indicavam probabilidade elevada de formação do El Niño a partir de julho de 2026, com maior intensidade prevista entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. O Cemaden também apontou possibilidade de formação de um novo episódio ao longo de 2026, com maior probabilidade de atuação durante a primavera e o verão de 2027.
Santa Catarina já enfrentou grandes enchentes associadas ao fenômeno em outros períodos, incluindo episódios históricos em 1983 e 2023, o que ajuda a explicar a decisão de antecipar medidas de proteção.
Serviço ao leitor
✔️ Acompanhe alertas oficiais da Defesa Civil antes de viajar para Santa Catarina ou outros estados do Sul
✔️ Evite áreas alagadas, mesmo quando a água parecer rasa
✔️ Não tente atravessar enxurradas a pé, de carro ou moto
✔️ Em São Paulo, cadastre-se para receber alertas da Defesa Civil por SMS, enviando o CEP da sua região para 40199
✔️ Em caso de emergência, acione o Corpo de Bombeiros pelo 193
✔️ Moradores de áreas de encosta devem observar rachaduras, inclinação de árvores, postes ou muros e surgimento de água barrenta no solo
✔️ Motoristas devem verificar condições de rodovias e previsão do tempo antes de viagens para o Sul
O decreto de Santa Catarina mostra uma mudança de postura na gestão de desastres climáticos: a prevenção passa a ocupar o centro da política pública. Com eventos extremos mais frequentes e danos crescentes à infraestrutura, a atuação antecipada pode reduzir perdas humanas, prejuízos materiais e interrupção de serviços essenciais.
A medida também evidencia a necessidade de integração entre meteorologia, Defesa Civil, prefeituras, assistência social, obras públicas e comunicação pública. Quando chuvas intensas atingem várias cidades ao mesmo tempo, a capacidade de resposta depende de planejamento prévio, mapas de risco, abrigos, rotas de evacuação e informação confiável.
O estado de alerta climático decretado em Santa Catarina não significa calamidade, mas sinaliza preparação diante de um cenário de maior risco. A possível formação de um novo El Niño exige atenção de governos, empresas e moradores, especialmente em áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos. Para São Paulo, o alerta serve como referência preventiva: eventos extremos em outros estados podem afetar logística, abastecimento e também reforçam a necessidade de preparação local para chuvas fortes.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional | Jornalista | Diretor Editorial Editor-Executivo-Regional da HostingPress Agência de Notícias de São Paulo, com atuação voltada à coordenação editorial regional, articulação com veículos parceiros e fortalecimento da distribuição de conteúdo jornalístico no Estado de São Paulo. Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse público e análise crítica de temas políticos, sociais e institucionais.




