PARÁ — 19 de outubro de 2026. O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte por 90 dias. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (19) e prevê reforço aos órgãos federais e estaduais responsáveis pela segurança na área do empreendimento, no Rio Xingu.
A autorização está prevista na Portaria nº 1.321/2026. Conforme as informações divulgadas pela Agência Brasil, a missão será temporária e planejada, com foco na manutenção da ordem pública e na proteção das pessoas e do patrimônio.
COMO SERÁ A OPERAÇÃO EM BELO MONTE
A Polícia Federal ficará responsável pela coordenação. Os profissionais da Força Nacional trabalharão de forma integrada aos órgãos de segurança pública do Pará, prestando apoio às instituições que atuam na região.
A definição do contingente caberá à Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do ministério. As informações divulgadas sobre a autorização não apresentam um número fechado de agentes mobilizados.
O órgão que solicitou o reforço deverá assegurar o suporte logístico e a infraestrutura necessários ao trabalho das equipes. O prazo anunciado para a missão é de 90 dias; a autorização, por si só, não informa a chegada de todo o efetivo ao local.
BELO MONTE COMPLETA DEZ ANOS DE INAUGURAÇÃO
A decisão envolve uma das principais estruturas de geração hidrelétrica do país. A inauguração oficial de Belo Monte ocorreu em 5 de maio de 2016, completando uma década em 2026. O empreendimento é administrado pela concessionária Norte Energia e integra o aproveitamento energético do Rio Xingu, no Pará.
Segundo os dados apresentados sobre a usina, Belo Monte atende, em média, a cerca de 5% da demanda anual de eletricidade do Brasil. Esse percentual representa uma média de participação no abastecimento, e não uma parcela fixa produzida em todos os períodos do ano.
COMPROMISSOS SOCIOAMBIENTAIS E CONTEXTO DO XINGU
A Norte Energia informa que os investimentos nos compromissos socioambientais assumidos no licenciamento ultrapassam R$ 8 bilhões. O valor é atribuído à concessionária e se refere às obrigações relacionadas ao empreendimento.
A trajetória da usina também é acompanhada por debates sobre as comunidades do Xingu. No aniversário de dez anos, organizações indígenas e socioambientais divulgaram uma carta em defesa de indígenas, ribeirinhos e pescadores artesanais do médio curso do rio, apontando impactos sobre essas populações e o agravamento de dificuldades em meio às mudanças climáticas.
A nova autorização trata do apoio à segurança pública na região. Os detalhes operacionais, como a distribuição do efetivo, ficam a cargo das instituições responsáveis pela execução da missão.
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